A interpretação do belo de lugar para lugar

 

O belo como conceito de universalidade dos seres. É da mesma universalidade que desde a Grécia Antiga, Platão (427-347 a.C.) formula pela primeira vez a pergunta: O que é o belo? Pra ele, a beleza existe em si, separada do mundo sensível. Uma coisa é mais ou menos bela conforme a sua participação na idéia suprema da beleza.
De acordo com a história, a resposta de Platão se encaixa perfeitamente, pois em cada época a beleza era identificada de uma forma. Na Antiguidade clássica, a beleza era reconhecida como uma perfeita simetria, corpos bem definidos, verdadeiras esculturas, um exemplo clássico é Vênus de Milo, considerada o maior símbolo da beleza grega na antiguidade.
  A beleza já foi muito questionada no decorrer da história, a respeito do uso de cosméticos que interferissem na verdadeira face de cada pessoa. No Egito, a rainha Nefertiti, que casou-se com o faraó Amenófis IV, usava diariamente produtos para manter a pele mais jovem, produtos esses como a argila retirada do fundo do Nilo juntamente com água e carbonato de cal que eram esfregados no corpo, um dos outros produtos usados por Nefertiti, era o kajal ao redor dos olhos, este que ainda hoje é usado. Ao contrário do que acontecia no Egito, no século II, na Grécia as mulheres foram proibidas de usarem maquiagem no dia do casamento, pois estariam escondendo sua verdadeira aparência. O Parlamento Britânico em 1770, criou uma lei ainda mais severa, a mulher que estivesse usando maquiagem, dentadura ou cabelo falso no dia do casamento e fosse descoberta, teria seu casamento anulado.
  Em diferentes culturas e contextos, a beleza é vista de uma forma, para o filosofo alemão Hegel (1770-1831), o consenso do que é belo depende do momento histórico e do desenvolvimento cultural, aos quais corresponderiam certa visão de mundo a partir da qual algumas coisas seriam consideradas belas ou não. E hoje como podemos identificar o belo? Hoje há uma padronização de formas e estilos, deixando de lado o “gosto” de cada um. Conceito de “gosto” que no Renascimento, século XVI, estava presente, dizendo que as concepções de beleza são relativas, o belo deixa de ser visto como algo em si, para ser encarado como algo que varia de país para país, ou conforme o estatuto social do individuo.
  Voltando a pergunta de Platão: O que é o Belo? Resposta que ficaria difícil de dar, a nossa sociedade vive um momento em que o belo é identificado a partir de uma padronização colocada pela mídia, e não uma característica de cultura e/ou momento histórico. Vivemos em panteísmos da beleza física. Independentemente dos conceitos e momentos tidos na história, a beleza física continua sendo a primeira impressão deixada por todos. Como dizia Plotino (205-270 d.C.), filosofo romano, a beleza física é indevidamente confundida com a beleza intelectual e moral, o ser físico só é belo na medida em que é formado por uma idéia que ordena a combina as múltiplas partes de que o ser é feito.

  Até mesmo os grandes personagens da história dos desenhos se dividem entre feios e belos, como a história de Bela e a Fera, que se apaixonam independente de um tipo de beleza estabelecida. Há também o mais novo e conhecido caso de Shrek e Fiona, que marcaram a história dos filmes com desenhos, entre muitos outros.

  Há sempre gostos diferentes entre o belo e o feio, e por isso nada melhor do que o respeito em relação a cada atitude, a cada perfil e suas características que certamente dependerão da forma exclusiva de cada ser humano.

                                   TRIBOS AFRICANAS

 

África é talvez uma das culturas com mais variedade nas suas tribos, a tribo da Nigéria é uma das mais antigas e com mais história de todas. Esta tribo tem como ritual as mulheres preencherem os seus corpos com cortes com o intuito de marcar as fases importantes da sua vida, estes cortes tem uma função estética deixando-as mais bonitas.

As jovens só são consideradas adultas e prontas para casar quando os desenhos estiverem completos.

  Esta tribo é o exemplo perfeito de como a beleza da mulher é vista de maneira bastante diferente em várias partes do mundo, na Europa era inconcebível estes desenhos serem feitos nas mulheres pois não eram aceites na nossa sociedade nem considerado ‘bonito’.

 SÍNDROME DE GIRAFA – LONGOS PESCOÇOS (MIANMAR)

  Neste país asiático, as mulheres da tribo dos karenis são famosas por alongar o pescoço com anéis de metal – eles forçam o ombro para baixo e dão a ilusão de que o pescoço é mais comprido. O ritual, que é gradativo e começa aos 5 anos, está caindo em desuso: sem as argolas, os músculos não conseguem mais suportar a cabeça.
Boa parte das “pescoçudas” de hoje vive ilegalmente em campos de refugiados na Tailândia, onde atua como “atração turística”.

CONFORME A CULTURA, PADRÕES ESTÉTICOS TAMBÉM SE ALTERAM

Pré-História Seios grandes e ancas largas indicavam capacidade de gerar bons filhos. 
Renascimento Depois da peste negra detonar parte da Europa, ser gorda era sinal de saúde.

 
Século 17: Espartilhos diminuíam a cintura e ressaltavam que mulheres eram seres frágeis. 

Anos 20: Aemancipação feminina prega um look menos sensual: faixas achatam cinturas, seios ou quadris, para deixá-los na mesma proporção. 


Anos 40:

 Mais duronas após a 2a Guerra Mundial, as mulheres passam a desejar ombros largos. No fim da década, Marilyn Monroe reverte a tendência.

 
Anos 60: A onda hippie e a busca pela juventude levam a corpos com poucos seios ou curvas. 


Anos 80: Culto ao corpo definido – inclusive para elas, que queriam parecer mais fortes. 


Anos 90/2000:O maior objeto de desejo feminino são os seios fartos – e siliconados e o corpo cada vez mais definido.

 

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