Importância da filosofia na formação moral dos jovens

 

O problema dos jovens, hoje, está atrelado aos fatores que fazem parte de sua formação pessoal.

Não é apenas um erro na educação dada pelos pais, mas na “educação da rua”, aquela que vem do meio em que vivemos.

A máxima “o homem é fruto do meio em que vive” mais que nunca se faz ecoar na nossa sociedade.

Não é apenas em uma classe social que está ocorrendo a marginalização de crianças e adolescentes. Cada vez mais temos crianças e adolescentes ligados a drogas, independente de sua classe social.

O que está havendo é que a nossa sociedade capitalista, que devora as mentes, que traz um conceito falso de felicidade e vende mentiras, é a base da educação.

Em vez de oferecer respeito, cultura, amor, honestidade, humanidade aos nossos jovens, oferecemos consumo. Confundimos os valores morais e culturais com valores pecuniários, com cartão de crédito.

Ao invés de oferecermos carinho, oferecemos coisas. Nos preocupamos com ter e não com o ser. As famílias estão cada vez mais afastadas, conversam menos, convivem menos, toleram menos.

Dentro da visão capitalista se estabeleceu um “vírus”: a comparação. As pessoas não têm mais gostos próprios seguem padrões ditados pela cultura capitalista. A moda que muda de mês em mês, os produtos de última geração que estão sempre obsoletos, ou seja, é uma insatisfação sem tamanho, nunca se chegará à tão sonhada felicidade, pois os critérios para alcançá-la são inatingíveis.

Essa cultura de insatisfação é o grande trunfo dos traficantes, das indústrias de cigarros, de bebidas, de armas. É muito fácil um jovem que possui estes valores tão conturbados (acrescente-se aos menos favorecidos a fome, a carência afetiva e material) cair nas graças destas indústrias, que, sem “pensar” duas vezes, “sugam” o que podem destas crianças e adolescentes (a sua juventude, a sua consciência, a sua alegria, a sua vida).

A mídia tem o seu papel. Na verdade um papel muito importante: “forma opiniões”. Através da mídia você descobre os padrões, possibilita que se inveje o que os outros têm e são, cria paradigmas utópicos. Quem não tem discernimento não sabe diferenciar o bom do mau, o verdadeiro da ilusão (crianças e adolescentes não tem discernimento suficiente, estão em formação, são como “esponjas” absorvem tudo aquilo que lhes é apresentado – ensine a uma criança que pau é pedra e assim será).

Com certeza estamos cegos! Somos marionetes que servem ao interesse vigente – somos consumidores, sempre haverá um jeito de sermos conquistados a consumir. Pobres jovens, já nasceram para serem manipulados a comprar o interesse dos outros.

O que falta para a nossa sociedade é amor, valores morais, educação e oportunidade. Não se pode salvar as crianças e os adolescentes da marginalização se você não melhorar o meio em que elas vivem.

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